30/04/2010

Porquê?

Não quero fama, nem dinheiro
Anseio apenas
Que a minha mensagem
Percorra o mundo inteiro.

29/04/2010

Roubaram-me a Poesia

Vagueava pelas ruas da cidade
E de repente, do vazio...
Surpreendido!
Fui abordado por um bandido!
De arma em punho, disse bem alto:
"Mãos ao alto, isto é um assalto"
Perpelexo, não tive reacção
Mas que queria aquele ladrão?
"Rápido, dinheiro ou vida!"
Quieto e silencioso, continuei.
Atrapalhado, dispara.
Assustado pela bala perdida,
Respondi-lhe.
"Deste-me a escolher.
Leva-me a Poesia, aí tens a minha vida."

Tudo tem um sentido

Escrevo diametralmente
Sem nexo,
Só porque sim.
Ou não?
Obviamente.
Tudo tem um sentido.

Iludido

Como a Fénix
Das cinzas renascido.
Outrora derrubado,
A minha alma desesperava
E o meu coração magoado,
Parava.
E era tão simples renascer!
Só precisei de perceber...
Estava perdido.
Mas a culpa era inteiramente minha.
Eu é que me tinha iludido.

Os (nossos) homens do amanhã

Os homens do amanhã
São cada vez menos homens,
Cada vez mais iguais.
O futuro não interessa,
Apenas as coisas superficiais.
Ei-la.
Uma notícia que merece destaque nos jornais.

(Maldito) tempo

O tempo não se arrasta.
E eu que tanto quero
Que passes a correr!
Para esquecer,
Relembrar com alegria.
Para poder viver.

Vontade(s)

Quanto menos faço,
Menos me apetece fazer.
Quanto menos vivo,
Mais me apetece morrer.

Dói-me

Dói-me a alma
Rodeado por quem não me percebe
Tamanho sentimento de revolta,
Desperta em mim.
Pura estupidez humana!

O sentimento da minha vida, és tu.

Sublime escrita que tanto me és! Uma amiga sempre atenta, escutas-me pacientemente sem me criticar ou julgar, apoias-me mesmo no teu silêncio, ofereces-me um sorriso de orelha a orelha no rosto, dás-me o teu ombro e no fundo... No fundo são só palavras. Resplandescentes e maravilhosas palavras.
Proporcionas-me momentos de reflexão, crítica ou puro lazer. És o meu espelho. Através de ti exprimo-me e jorro lágrimas de alívio, alegria, tristeza... O que eu quiser, porque tu deixas.
Não preciso de inspiração. Tu própria a representas. Em cada letra, em cada palavra. Moldo-te à minha maneira e observo-te, orgulhoso da minha criação. Escrevo-te madrugada dentro, feliz por te têr ao meu lado. O mais puro dos sentimentos, venero-te. Deste sentido aos momentos mortos e às insónias. O que outrora fora castigo é hoje uma benção. Que misterioso sentimento.
Escrevo-te, desenho-te, através dos meus pensamentos exteriorizados. Não faço o que quero de ti, tu fazes o que queres de mim. Como por magia um corpo, uma alma funde-se com as palavras e tornamo-nos um só.
Quanto ao sentido da minha existência, posso fazer dele o que quiser em teu nome. Posso ser outro alguém sendo eu. Imaginar-me, fingir-me, escrever-me. Relato-te hoje, realizado. O meu coração bate ao ritmo das palavras que fluem do meu pensamento. Mais do que um diário, coisifico-te. Reflito e percebo que durante estes (embora poucos) anos de vida foste a única que nunca me abandonaste, incondicionalmente.
Não te via, sentia-te e respirava-te caminhando contigo lado a lado, à beira mar. Olhando para trás reparava nos dois pares de pegadas que deixavamos, testemunhas das nossas vivências. A certa altura julguei que caminhava sozinho, que me tinhas deixado. Não mais vira as tuas pegadas. Desta vez, apenas um par de pegadas, o meu par de pegadas vingava na areia molhada. Não imaginava o quão errado estava. Só hoje percebi que esse par de pegadas era teu e que durante todo este tempo me carregas-te às tuas costas. Por entre estas frias, planas e impalpáveis palavras, só quero dizer que te amo.

28/04/2010

Poesia

Com as minhas palavras
Disseco o que eu, tu,
Nós sentimos.
Minha amada Poesia,
Sejas escrita em verso
Ou então em prosa,
Tu, és o sentimento da minha vida.

Breve conversa comigo mesmo

Falei comigo mesmo
E absorvi cada palavra.
Existência maldita,
Tanto que deixas a desejar!
A sabedoria escrita,
Uma bengala existencial.
Apoia-te.
Certamente não te fará mal.

O espelho

Espelho maldito
Que me afrontas
Com uma realidade
Que não quero enfrentar!
Amedrontas,
Deixas-me sem respirar.
Felizmente,
És fácil de quebrar.

Amarante, cidade minha.

Amarante, cidade minha.
Escuto cada confissão tua
E aguardo impacientemente o regresso.
Sei-te de cor, cada teu verso.
E escrevo-te, sentimentalmente
Em qualquer parte do mundo
Tu, sempre presente
Sussuras-me ao ouvido
Calma e tranquilamente,
Deliciando-me.
Como eu te amo!

Sabor amargo

Desiludido com um futuro sonhado,
Sei lá se o tenho.
Dedicação e força não faltam,
Traço a minha história num desenho.
Um desenho de palavras
Mil e um sonhos retratados
Outros tantos quebrados
Felizmente,
Quase todos vividos, imaginados.
Desiludido.

Leviano

Inconstante, escrevo porque sim
Inconstante, escrevo porque não
Inconstante, bate o meu coração.
Inconstante, escrevo a minha história
Inconstante, traço a minha glória.
Inconstante, vivo.
Inconstante, sobrevivo.
Inconstante, sou.
Leviano.

Determinação persistente

Vinde.
Abrir-vos-ei a janela do meu coração,
Revelarei o espelho da minha alma.
Porque esta decisão?
E então porque não?
Em vós deposito a minha esperança.
Desiludistes-me.
Maldita perseverança.


27/04/2010

Agradecimento Pessoal

Hoje, dia 27 de Abril de 2010 criei este meu blog pois senti a necessidade de dar a conhecer a minha escrita. Tudo o que aqui está publicado foi previamente escrito por mim. Obviamente existem poemas/pensamentos com mais qualidade do que outros mas digo-vos que o poema mais antigo aqui publicado remonta de 2007, tinha eu apenas 12 anos o que significa que não manifestava tanta maturidade nem usufruía de um domínio vocabular tão vasto. Aparentemente fui bem recebido tendo atingido quase 150 visitantes numa questão de horas. Um muito obrigado a todos que por aqui hoje passaram em especial as senhoras professoras Elsa Cerqueira e Anabela Magalhães.
Daqui para a frente continuarei a publicar ocasionalmente um ou outro texto/poema/pensamento previamente escrito mas vou apostar mais em publicar aquilo que de novo escrevo. Espero que me vejam crescer e que apreciem! Convido-vos a lêr, comentar e divulgar!


Atenciosamente,
José Luciano Monteiro Pires


P.S. - Correcção! Quase 200 visitantes em apenas algumas horas! Um muito obrigado!

Peço-te

Fica por aqui
Não me deixes,
Escuta-me.
Gritarei a plenos pulmões,
Se necessário.
Dá-me a tua mão,
Dar-te-ei as minhas palavras.

Pensamento do dia

Ingenuidade perdida,
Amargura sentida,
Por conhecer a vida.
Perco-me no meu imaginário,
Afinal aqui tudo é à minha ideia.
Refugio-me sem medo,
Passarei aqui a minha vida inteira.

Crítica à sociedade

Vagueio no mundo perfeito,
Prosperidade em todo o planeta.
Erradicação de tudo
O que sempre nos assombrou.
Já não vivo numa sarjeta.
Fome, injustiça,
Ganância, poluição
Diferenças, discriminação,
Maldade, consumismo,
Inveja, terrorismo.
Tudo era passado,
Verificava eu deslumbrado.
Tudo corria de feição,
Até que então....
Acordo.
Mais um dia banal,
Refém da rotina.
Abro a cortina
O sol inaugura o dia
Embora a manhã esteja fria,
Saio à rua.
Os mesmos corpos de sempre
Medonhos e misteriosos
Vazios, sem interesse,
Impávidos, conformados,
Acomodados e formatados.
Que pena de vós sinto!
Levanto-me da multidão
E grito:
"Basta!"
Mas que vida esta!
Regressei a casa
E anotei o sucedido.
Afinal, é tudo o que me resta...


Se calhar, se tudo fosse perfeito
A vida não teria "piada"
Mas se assim continuarmos
Também não nos servirá de nada!

Arte pura

Não sou artista,
Nao entretenho ninguém.
Considero-me antes um inventor,
Imaginador, criador ou fingidor
Como Fernando Pessoa diria.
Anseio pelo dia
Em que a reciprocidade
Deste amor se manifeste
Abençoada língua
Que tanto nos deste,
Por vezes injustiçada,
Escrevendo, não faço nada
Para te vingar.
Tu que me seduziste
Por entre palavras loucas
Minha amiga, te digo:
Artistas há muitos,
Obras-de-arte há muito poucas.

Meu anjo, um sentido

"O tempo perguntou ao tempo
Quanto tempo o tempo tem?
O tempo respondeu ao tempo
Que o tempo
Tem quanto tempo o tempo tem."


Mas este tempo que tarda e não passa
E como uma lança em chamas trespassa
Meu pobre coração,
Com a dor de quem espera e não alcança
O sabor da doce ilusão.
Ohhh...! Sinto-te no meu peito
Mansinha e cautelosa esperança,
Mas asas não tas darei, não.
Não mereces tal liberdade
Mesmo acreditando veemente
Na possibilidade
De uma concretização.
Quem ama, de olhos fechados caminha
Seguro por apenas uma mão
Uma voz que guia
Toda uma vida, um momento, uma emoção.


Trespassa meu coração
E aconchega tenra e ingénua alma
Sem dó, piedade ou calma,
Sem o pronunciar de um se não.
Vem, mas vem de mansinho,
Magoa mas com carinho
Este coitado,
Mas eterno escritor
D'alma e coração.

A cada palpitar
De meu frágil coração
Sinto o tempo a escassear
Pelas palmas da minha mão.
Busco, sem saber o que procuro
Numa demanda que julgo eterna
Viro e reviro
Tão madrasto destino
Que de figura paterna
Não revelou um padrão.


Permance dolorosa questão
Vagueando pela minha mente
Na dor de quem sente
Temível aberração.


Como que renascido
Um Homem sem precedentes
Procura tudo o que lhe é devido
Por todos os inocentes.
Finalmente encontrei-te
Meu anjo.
Tua entrega, pureza,
Angelicalidade e beleza
Devolveram a vida
A este pobre mortal
Que não procura nada mais
Se não um final.

A incessante espera
Deu frutos ao encontrar
Suave imagem de Deus na terra.

Agora procura tu também o teu sentido
Mesmo que o tenhas perdido,
Encontra-ló-às...
Talvez nestas ambiguas palavras
Talvez um pouco mais atrás.

Ilusão da realidade

Não quero!
Quero uma verdade inventada!
Por isso te criei
E contigo trilhei
Os caminhos da sã loucura,
Em momentos de raiva pura
Ou simples ternura
Ora amarga, ora doce
Ai, se tudo assim fosse!

Amor

Econtro-me então possuido
Por este dom que não consigo explicar
E deixo-me levar.
As palavras fluem da minha mão
Como uma suave brisa agita o mar.

Pensamentos soltos

As seguintes passagens são excertos de textos da minha autoria:

"Eu não sou um escritor. Sou apenas um jovem com uma mente curiosa que se questiona, sendo eu apenas responsável pela anotação das minhas próprias conclusões inerentes do meu ponto de vista certamente idiossincrático."

"Ao colocarmos um ponto final à nossa existência reconhecemos que não amamos ninguém, nem mesmo nós próprios."

"Acredito na existência física do Céu. Não existem provas empíricas mas ao mesmo tempo tenho esta certeza. Contraditório, sem dúvida mas tornas-se fácil chegar a esta conclusão quando desolado, verifico que já vivemos num Inferno."

"Odeio Super-Heróis. Isto pelo simples facto de a existência de um Super-Herói requerer previamente a existência de um Vilão."


"Considero-me uma letra perdida num sonho à procura da minha palavra. Encontra-la-ei e essa palavra formará uma frase e essa frase fará toda a diferença."

Gostos

Não gosto do que escrevo.
Sossega-me saber
Que um dia irei parar.

Puro

Descrevo assim
Tão surreal e tamanho sentimento
Tão grande que não coube cá dentro,
Tive de o escrever.

Utópico

Acordado, a dormir
Sonho.
Mesmo sem querer,
Utópico.

A transitoriedade

Fumo um cigarro pensativo
E penso, não pensando
Continuo sem vêr, mas olhando
Efémera existência.

Eu

Dentro de mim
Olho para fora, olho para dentro
Desolado!
Perdi o alento.

Mãe natureza

Natureza sublime,
Que me dais tanta alegria!
Harmoniosa Sinfonia
Para quem está disposto a escutar.

Igual

Sentimentos ensaiados,
Pensamentos formatados,
Seres supostamente pensantes inacabados.
Que tristeza de vida!
 
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