02/09/2010

Viva!

Só cá dei um saltinho para que não se esqueçam que este espaço ainda existe! Como podem verificar existem algumas actualizações... Bom, deixo o suspense no ar. Em breve anunciarei "oficialmente" e divulgarei.

O sempre vosso,
José Pires

29/05/2010

Cessação de postagens

Durante um período indefinido de tempo não existirão novas postagens no blog. De qualquer das maneiras estejam à vontade para reler, comentar etc. Devo ainda acrescentar que isto se deve a um bom facto a revelar quando pertinente. Preparam-se para uma grande surpresa.

Cumprimentos,
José Pires

20/05/2010

Vivências

Um passo de cada vez,
Tudo assim é construído.
Hoje não construo,
Reconstruo o destruído.
Inovo, origino
Idealizo, crio e faço.
Presságio garantido,
Assombrado pelo fracasso.
E desfaço
O que de errado
Outrora certo foi.
Necessário? Não, vital.
Interventiva crise existencial.
Dói, marca
Corrosivo ainda.
Mas não mata!
E por entre palavras,
Vou sobrevivendo.
Eu posso cair,
Mas cada vez que caio, aprendo.

Inspiração

De onde vens?
E afinal o que és?
Despertas momentânea dúvida,
Rendo-me a teus pés.
Sem ti,
Nada posso fazer.
Quando por ti chamo,
Fazes-me sofrer.
Recordas o que não merece ser recordado.
Ai, dor persistente!
Refugio-me sonhando acordado
E com as palavras levito
Esquecendo efémera existência.
A perseverança
A persistência
De quem não recua,
E sempre avança.
Cabeça erguida,
Há-de valer a pena, acredita.
Se necessário faz uma pausa,
Medita.
Mas nunca desistas
Pois o que aguardas há-de chegar.
Nada te posso garantir,
Só tento ajudar.
E tal como tu,
Eu espero-a.
Demorará?
Não sei. Vivo o hoje,
Logo virá o amanhã.

Caminhando para a morte

Aguardo, pacientemente
A tua morosa chegada.
Pressa, não a tenho
Mas despertas-me a curiosidade.
Como serás?
Tens rosto?
Como te apresentarás?
Para meu desgosto.
Um dia, reflectindo
Desejo orgulhar-me.
Olhar para a minha existência
E garantir que foi bem aproveitada.
Não seguirei essa estrada
Nem qualquer outra por outrem construída
Construirei com as minhas próprias mãos
A estrada da minha vida.

Traço permanente

Desenho com a esferográfica
Não com o lápis
Quero que o meu traço seja permanente.
Marco a diferença
Mas... Serei eu diferente?
Se tanta gente o proclama
Não fará de nós iguais?
Pois eu, falo por mim
E tenho a certeza que não.
Música alimenta a alma,
O espaço o corpo
E as letras o coração.

Vive o presente

O meu coração bate,
O sangue corre-me nas veias,
Eu vivo.
Mas por quanto tempo?
Epifania.
Tento aprender com os erros do passado
Luto por um futuro melhor
Mas só vivo o dia-a-dia.
Sempre assim foi, sempre assim há-de ser
O ontem foi um hoje,
Aproveitas-te como deve ser?

Apenas mais um (?)

Um génio adiado
Por vontade própria.
Princípios? Não os vendo.
Desvendo,
Mistério da vida
Que logo vem
E me inquieta
Enquanto poderosa reflexão
Me aquieta.
Futuro sonhado,
Culpa minha se o perco.
Apenas peço
Para ser percebido
E aceite.
Afinal a vida é minha.
A mim me cabem as decisões
E serei eu a arcar
Com as suas consequências.
Divergências?
De opinião ou ideias,
Há-las.
Não critico mas postulo
Eu é que regulo
A minha existência,
À minha maneira.
Talvez sem eira nem beira
Para quem não percebe
Ou não se esforça para perceber.
Mas pouco me interessa
E prossigo com o enaltecer
Da alma, do espírito, da mente.
Sou apenas mais um ser diferente.

18/05/2010

Falo com as palavras

Os olhos abrem-se, vagarosamente.
Acordo para mais um dia,
Dolorosamente.
A rotina...
Perpétua, incessante.
Paro e não penso,
por um instante.
Corrói.
A frustração,
Invade-me
E a minha alma dói.
A noite não cai.
Quero estar sozinho.
Falo então com as palavras.

A pedra perdida

Outrora magoei,
Hoje magoado.
Isolado.
Caminho pela solidão,
Sem sentido,
"Pobre coitado!",
Jamais!
Arrependido, errei
E emendei
O que para remediar não dava.
Sigo o abismo
Olho a estrada,
Vazia.
Chega abrupto
E tira-me a vida.
D'alma ferida.
Um dia ficas-te aquém
E pela tua pedra fui atingido
Um dia atirarei
Sem medo, com desdém
A minha pedra perdida.
Não olhem duas vezes
O errante arrependido
Prossigo.
Reconstruo o destruído
De cabeça erguida.
Muito perdi,
Orgulho ferido.
Mas caminho.
A vida segue
Não a perderei.
"Sozinho,
Coitado... Persegue
O que mais ninguém tem."




"QUEM NUNCA ERROU QUE ATIRE A PRIMEIRA PEDRA."

10/05/2010

Sorte

"A sorte protege os audazes."
Pois eu fiz para a ter
Agora por ela abonado
Não quero assistir ao seu desvanecer.

Mas de nada a sorte me servia
Se não existisse talento
Encontrei-te por acaso, um dia
E agora permaneces cá dentro.

O encontro

Vivências, pensamentos
Ideias e sentimentos.
Sois matéria prima
Da tão obreira Poesia.
E deste vosso eterno amante, escritor
Espero em vós permanecer, um dia.
Eternamente, quem sabe?
Um objectivo de vida.
No meu corpo tudo não cabe
Incerteza, já sabida.

Interrupção momentânea

As interrupções criativas
Também são saudáveis!
Um momento de retiro,
Criação de momentos memoráveis.
Mas contigo tudo partilho
E através de ti tudo relato.
Teu amado filho,
De cada teu verso, crio o meu retrato.

Vai sendo...

Sou e não sou, vou sendo...
Numa existência que é e não é, vai sendo...
Num mundo que é e não é, vai sendo...
Vai sendo...

Matéria prima

Pensamentos adiados
Desaguam-me na alma.
E como olhos cansados,
Fecham-se com toda a calma.

Dentro de mim
Onde mais ninguém vê
Pensamentos sem fim,
Em que mais ninguém crê.

Pois eu não os revelo
Apenas levanto o véu.
Quem sou eu para definir belo?
Avalio apenas o que é meu.

Afinal, pensamentos...
Não é bom adia-los.
Frustrados, como sentimentos
Mais vale expressa-los.

Dor

A dor perdura
Tornando-se uma tortura
Mas quão insignificante é, mesmo sem saber!
Tudo o que preciso, já tenho
Para te exorcizar de mim.
Só precisava de te escrever!

Sabedoria

Voraz, devoro sabedoria
Quero mais, sempre!
Sem vos morreria
Tudo me sois mas não indiferente!

Porque sem vós,
Escrever? Podia.
Mas dais-me a voz
Para vingar, um dia.

Poderia escrever, sim
Mas sem o brilho
Que me forneceis,
Estais em mim
E por vós anseio...
Sabedoria sem fim!

Caminho acompanhado

Caminho em direcção ao infinito
Pelo caderno e esferográfica sempre acompanhado
Não estou sozinho, medito.
Seguem-me para todo o lado.

Mais que necessários, essenciais
Nada existe de mais importante
Elabora rascunhos de mensagens, relatos.
Para os demais,
Escrevo orgulhoso e incessante.

Sinto minha vagabunda alma
Vagueando, a palpitar.
Sempre com toda a calma,
Sussurrando-me: "Não irei parar."

Alma errante

No purgatório que é a vida
Impossível evitar.
Impetuoso julgamento
Caminhando para nos castigar.

Acompanhado por sombras do passado
Erros não assumidos.
Não olhemos para o outro lado,
Não fiquemos consumidos.

Assumamos tudo o que fazemos
Positivo ou negativo,
Obra nossa.
Resultado do desejo, do que queremos
Nos persegue com toda a pressa.

Nostálgico

Relembro hoje um passado
Que outrora foi presente.
De nada me arrependo
Se não do que não fiz.
E como desde sempre se diz:
Se arrependimento matasse...

Cai de mansinho

A chuva cai...
E reaviva memórias
De um passado não longínquo.
Nostalgia.
A chuva cai...
E cria o seu labirinto
De vivências de uma outra altura,
De uma outra vida,
De um outro ser.
Ambígua.
A chuva cai...
E deixa no ar um aroma
De erva molhada.
Agradável.
A chuva cai...
E faz-me sentir pessoa, gente.
A chuva cai...
Coitado de quem não a sente!

Cá te espero

Sozinho, à janela, espero-te.
Cai sobre mim,
Como sempre fizeste.
Não lamurio,
Tornou-se um hábito.
E hás-de chegar, eu sei.
Mais tarde ou mais cedo,
Acabaras com o meu desespero,
Simplesmente caindo sobre mim.

04/05/2010

Um fim inacabado

Hoje canto o nosso pranto
Demonstro o meu luto
Todo o encanto
Perdido num minuto.

Duas vidas, uma história
Completamente inacabada
Agora sobrevive apenas na minha memória
E eu, não sirvo de nada.

Mas como foi possível?
As culpas são divididas
Tu, tão insensível
Deixaste-o partir das nossas vidas.

Luto mas as forças esgotam
Tanto há a construir
De sublimes palavras brotam
Dois corações, uma vontade de não desistir.

Ontem, hoje e amanhã ou um anel de rubi?
A ti te cabe escolher.
Pois eu já decidi,
E optei por não nos deixar morrer.

03/05/2010

Marca a diferença

Não escrevo, para aos outros agradar
Escreve como, quando, onde me apetece
Sobre o assunto que quiser relatar.
Por vezes perceptível, por vezes não
Subjectivo, sujeito a opinião.
Não forço a vontade, flui naturalmente
Da minha mão,
Suaves e doces palavras
Traduzem a minha mente.
O meu pensamento
Ora alegre, ora melancólico
São tambem profundos sentimentos
De momentos pictóricos.
Nada mais tenho a acrescentar
E lembra-te, sempre:
Não me podes criticar sem me superar,
Sê diferente.

O meu contributo

Escrevo-te hoje em verso,
Nas entrelinhas sublime mensagem
E em belas palavras submerso
Convido-te a juntares-te a mim, nesta mágica viagem.

Viajemos juntos para a terra do sonho
Onde a imaginação predomina.
Satisfeito logo me ponho
Pois a minh melancolia já não me domina.

Meu refúgio, doce
Desta realidade traiçoeira,
Se a existência assim fosse
Em ti não passaria a vida inteira.

Mas assim o faço
Pois este é o meu mundo
Em cada meu traço,
Sentimento profundo.

Desejo-te, a toda a hora, a todo o instante
Mais que um refúgio, um mundo só meu,
Pensamento de alma errante.

Se hoje escrevo,
Graças a mim!
Apenas a mim o devo,
A ninguém devo agradecimentos sem fim

Por me ter aberto esta porta.
Influências? Não as tenho
Sou eu, ninguém mais. Só isso importa.
Não me baseio na obra de outrem, mas também não desdenho.

O meu desenho
Figura em letras planas, frias e impalpáveis
Procuro mais do que tenho,
Tornar os meus sonhos realizáveis.

Tudo se torna alcançável
Para isso basta lutar
Em cada rima, amável
Demonstro a vontade de os braços não baixar.

Não desisto,
Nunca me ouvirás queixar
Ainda hoje persisto
Tentando neste mundo vingar.

Não sigas o meu exemplo!
Isso seria impróprio...
Olha bem para dentro
Mas acima de tudo, sê tu próprio!

Não sigas o meu exemplo,
Mas usa-me como inspiração.
Não sigas o meu exemplo,
Mas versa os poemas que te vão no coração.

E um dia,
Grita ao mundo que eu existi.
Relata com alegria
O que eu fiz por ti.

02/05/2010

Sofro

Deixo o meu legado, escrito
Partirei para algum outro lado
Maldito.
O desespero e as lágrimas
De quem sofre sem medida
Uma vida, perdida.
Tamanho sofrimento não se aguenta.
As letras que escrevo
Carregam este sentimento
E sofrem comigo.
Mais que um porto de abrigo,
Sois vida.

Feliz dia da mãe, mãe.

Em cada traço teu,
Revejo-me.
Invejo-te a vida
Dura e crescida,
Desde sempre.
Tu que me troxes-te ao mundo,
Este escritor vagabundo
A quem amas
E quem te devolve o amor
Em cada letra, poema ou louvor.
Conheces-me melhor que ninguém
E tudo sempre me deste,
Tudo por mim sempre fizeste.
Embaraçado, pois também já te fiz sofrer
Peço-te desculpa
E não deixo de prometer
Que não mais o farei.
As palavras escasseiam
Mas tudo fica dito,
Neste pequeno poema
Do fundo do coração escrito.
Sem reparar, outrora perdia-te.
Lentamente tu partias.
Hoje escrevo-te a minha admiração
E lembra-te:
Dia da mãe não é só hoje,
É todos os dias.


P.S. - Desculpa e obrigado por tudo. Admiro-te e amo-te minha mãe.

Ambíguo

Risonho por fora,
Triste por dentro
Demonstro assim ambiguamente
Este sentimento
Que não mata mas corrói
O meu ser frustrado
Procuro mas não encontro
Uma saída em nenhum lado.
A minha vida dá mil voltas
Que não consigo perceber
Questiono-me se mereço
O que estou a sofrer.
Perguntas são imensas,
Respostas escasseiam
Invejo aqueles intocáveis
Que nada receiam.
Um castigo de Deus
Pelos nossos pecados
Dezassete anos marcados
Por momentos despedaçados
Espelhados agora,
No meu triste ser
Volto a cogitar
Mas não consigo entender
O que se está a passar,
Desenho a minha conclusão:
Agarra o teu destino,
Ele está na tua mão.

Os (maus) sonhos

Sonhos...
Muitos chamam-nos de casa
Mendigos do devir
Refugiam-se neste castigo de Deus
Porventura devido à desventura
De um presente despedaçado
Marcado por um passado desfigurado
Vivendo com as suas marcas eternamente.

Vivem mas não vivem,
Sobrevivem na incerteza
À espera de algo ou alguém,
Dádiva de um rosto que não conhecem.

Aguardam a sua glorificação
Culpabilizando-se por algo que não têm culpa
Meros observadores da vida
Apanham o comboio da ilusão
Partindo para um destino incerto
Mas certamente deixando de viver.

Tornando-se prisioneiros
Na convicção que são
Mais livres do que nunca
A esperança que lhes dá força para sobreviver
Destrói toda uma vida
Sem dó nem piedade.

Pois eu digo-vos:
Sonhos há muitos.
Vida há só uma.

01/05/2010

Para vós

Ainda tenho uma palavra a dizer
No decurso da história
A decorrer.
Muito para provar
A quem em mim não acredita.
Aqui fica mais uma,
Pura intervenção escrita.

Penso por mim mesmo

Caminho por onde quero
Não por onde me indicam
Outros não o fazem
E mesmo sem moral, criticam.
Mas o que dizem,
A ninguém interessa
Eu sou original,
Em cada minha peça.
Orgulhoso criador
De um universo paralelo
Com muito amor,
Escrevo em tons de amarelo.
Vermelho, verde,
Azul ou magenta,
Entra,
E poderás escolher
Acolher,
O meu mundo
E garanto-te.
Não te irás arrepender.

Até um dia

Cresço e aprendo
Em cada verso que escrevo
E repreendo
Aqueles que não o fazem.
Saio de dentro de mim,
E flutuando, observo-me
Numa impaciência sem fim.
Trilhei caminhos de que me arrependo
Mas olhando para trás, tudo valeu a pena
Vivi aventuras sem fim,
Hoje espelhadas num poema.
Mas a idade, ainda tenra
Mais não me permite.
Não tenho pressa para crescer,
O céu é o meu limite.
E vou escrevendo
Pois esta é a minha necessidade
Pensamentos efémeros
Brilhando de ingenuidade.
Exteriorizo,
A vida com um sorriso
Tudo o que cá dentro
Me atormenta
Mesmo sem querer
A minha criatividade fomenta.
Hei-de parar um dia
E espero ser reconhecido
Não quero viver a morte,
E no anonimato ser esquecido.

30/04/2010

Porquê?

Não quero fama, nem dinheiro
Anseio apenas
Que a minha mensagem
Percorra o mundo inteiro.

29/04/2010

Roubaram-me a Poesia

Vagueava pelas ruas da cidade
E de repente, do vazio...
Surpreendido!
Fui abordado por um bandido!
De arma em punho, disse bem alto:
"Mãos ao alto, isto é um assalto"
Perpelexo, não tive reacção
Mas que queria aquele ladrão?
"Rápido, dinheiro ou vida!"
Quieto e silencioso, continuei.
Atrapalhado, dispara.
Assustado pela bala perdida,
Respondi-lhe.
"Deste-me a escolher.
Leva-me a Poesia, aí tens a minha vida."

Tudo tem um sentido

Escrevo diametralmente
Sem nexo,
Só porque sim.
Ou não?
Obviamente.
Tudo tem um sentido.

Iludido

Como a Fénix
Das cinzas renascido.
Outrora derrubado,
A minha alma desesperava
E o meu coração magoado,
Parava.
E era tão simples renascer!
Só precisei de perceber...
Estava perdido.
Mas a culpa era inteiramente minha.
Eu é que me tinha iludido.

Os (nossos) homens do amanhã

Os homens do amanhã
São cada vez menos homens,
Cada vez mais iguais.
O futuro não interessa,
Apenas as coisas superficiais.
Ei-la.
Uma notícia que merece destaque nos jornais.

(Maldito) tempo

O tempo não se arrasta.
E eu que tanto quero
Que passes a correr!
Para esquecer,
Relembrar com alegria.
Para poder viver.

Vontade(s)

Quanto menos faço,
Menos me apetece fazer.
Quanto menos vivo,
Mais me apetece morrer.

Dói-me

Dói-me a alma
Rodeado por quem não me percebe
Tamanho sentimento de revolta,
Desperta em mim.
Pura estupidez humana!

O sentimento da minha vida, és tu.

Sublime escrita que tanto me és! Uma amiga sempre atenta, escutas-me pacientemente sem me criticar ou julgar, apoias-me mesmo no teu silêncio, ofereces-me um sorriso de orelha a orelha no rosto, dás-me o teu ombro e no fundo... No fundo são só palavras. Resplandescentes e maravilhosas palavras.
Proporcionas-me momentos de reflexão, crítica ou puro lazer. És o meu espelho. Através de ti exprimo-me e jorro lágrimas de alívio, alegria, tristeza... O que eu quiser, porque tu deixas.
Não preciso de inspiração. Tu própria a representas. Em cada letra, em cada palavra. Moldo-te à minha maneira e observo-te, orgulhoso da minha criação. Escrevo-te madrugada dentro, feliz por te têr ao meu lado. O mais puro dos sentimentos, venero-te. Deste sentido aos momentos mortos e às insónias. O que outrora fora castigo é hoje uma benção. Que misterioso sentimento.
Escrevo-te, desenho-te, através dos meus pensamentos exteriorizados. Não faço o que quero de ti, tu fazes o que queres de mim. Como por magia um corpo, uma alma funde-se com as palavras e tornamo-nos um só.
Quanto ao sentido da minha existência, posso fazer dele o que quiser em teu nome. Posso ser outro alguém sendo eu. Imaginar-me, fingir-me, escrever-me. Relato-te hoje, realizado. O meu coração bate ao ritmo das palavras que fluem do meu pensamento. Mais do que um diário, coisifico-te. Reflito e percebo que durante estes (embora poucos) anos de vida foste a única que nunca me abandonaste, incondicionalmente.
Não te via, sentia-te e respirava-te caminhando contigo lado a lado, à beira mar. Olhando para trás reparava nos dois pares de pegadas que deixavamos, testemunhas das nossas vivências. A certa altura julguei que caminhava sozinho, que me tinhas deixado. Não mais vira as tuas pegadas. Desta vez, apenas um par de pegadas, o meu par de pegadas vingava na areia molhada. Não imaginava o quão errado estava. Só hoje percebi que esse par de pegadas era teu e que durante todo este tempo me carregas-te às tuas costas. Por entre estas frias, planas e impalpáveis palavras, só quero dizer que te amo.

28/04/2010

Poesia

Com as minhas palavras
Disseco o que eu, tu,
Nós sentimos.
Minha amada Poesia,
Sejas escrita em verso
Ou então em prosa,
Tu, és o sentimento da minha vida.

Breve conversa comigo mesmo

Falei comigo mesmo
E absorvi cada palavra.
Existência maldita,
Tanto que deixas a desejar!
A sabedoria escrita,
Uma bengala existencial.
Apoia-te.
Certamente não te fará mal.

O espelho

Espelho maldito
Que me afrontas
Com uma realidade
Que não quero enfrentar!
Amedrontas,
Deixas-me sem respirar.
Felizmente,
És fácil de quebrar.

Amarante, cidade minha.

Amarante, cidade minha.
Escuto cada confissão tua
E aguardo impacientemente o regresso.
Sei-te de cor, cada teu verso.
E escrevo-te, sentimentalmente
Em qualquer parte do mundo
Tu, sempre presente
Sussuras-me ao ouvido
Calma e tranquilamente,
Deliciando-me.
Como eu te amo!

Sabor amargo

Desiludido com um futuro sonhado,
Sei lá se o tenho.
Dedicação e força não faltam,
Traço a minha história num desenho.
Um desenho de palavras
Mil e um sonhos retratados
Outros tantos quebrados
Felizmente,
Quase todos vividos, imaginados.
Desiludido.

Leviano

Inconstante, escrevo porque sim
Inconstante, escrevo porque não
Inconstante, bate o meu coração.
Inconstante, escrevo a minha história
Inconstante, traço a minha glória.
Inconstante, vivo.
Inconstante, sobrevivo.
Inconstante, sou.
Leviano.

Determinação persistente

Vinde.
Abrir-vos-ei a janela do meu coração,
Revelarei o espelho da minha alma.
Porque esta decisão?
E então porque não?
Em vós deposito a minha esperança.
Desiludistes-me.
Maldita perseverança.


27/04/2010

Agradecimento Pessoal

Hoje, dia 27 de Abril de 2010 criei este meu blog pois senti a necessidade de dar a conhecer a minha escrita. Tudo o que aqui está publicado foi previamente escrito por mim. Obviamente existem poemas/pensamentos com mais qualidade do que outros mas digo-vos que o poema mais antigo aqui publicado remonta de 2007, tinha eu apenas 12 anos o que significa que não manifestava tanta maturidade nem usufruía de um domínio vocabular tão vasto. Aparentemente fui bem recebido tendo atingido quase 150 visitantes numa questão de horas. Um muito obrigado a todos que por aqui hoje passaram em especial as senhoras professoras Elsa Cerqueira e Anabela Magalhães.
Daqui para a frente continuarei a publicar ocasionalmente um ou outro texto/poema/pensamento previamente escrito mas vou apostar mais em publicar aquilo que de novo escrevo. Espero que me vejam crescer e que apreciem! Convido-vos a lêr, comentar e divulgar!


Atenciosamente,
José Luciano Monteiro Pires


P.S. - Correcção! Quase 200 visitantes em apenas algumas horas! Um muito obrigado!

Peço-te

Fica por aqui
Não me deixes,
Escuta-me.
Gritarei a plenos pulmões,
Se necessário.
Dá-me a tua mão,
Dar-te-ei as minhas palavras.

Pensamento do dia

Ingenuidade perdida,
Amargura sentida,
Por conhecer a vida.
Perco-me no meu imaginário,
Afinal aqui tudo é à minha ideia.
Refugio-me sem medo,
Passarei aqui a minha vida inteira.

Crítica à sociedade

Vagueio no mundo perfeito,
Prosperidade em todo o planeta.
Erradicação de tudo
O que sempre nos assombrou.
Já não vivo numa sarjeta.
Fome, injustiça,
Ganância, poluição
Diferenças, discriminação,
Maldade, consumismo,
Inveja, terrorismo.
Tudo era passado,
Verificava eu deslumbrado.
Tudo corria de feição,
Até que então....
Acordo.
Mais um dia banal,
Refém da rotina.
Abro a cortina
O sol inaugura o dia
Embora a manhã esteja fria,
Saio à rua.
Os mesmos corpos de sempre
Medonhos e misteriosos
Vazios, sem interesse,
Impávidos, conformados,
Acomodados e formatados.
Que pena de vós sinto!
Levanto-me da multidão
E grito:
"Basta!"
Mas que vida esta!
Regressei a casa
E anotei o sucedido.
Afinal, é tudo o que me resta...


Se calhar, se tudo fosse perfeito
A vida não teria "piada"
Mas se assim continuarmos
Também não nos servirá de nada!

Arte pura

Não sou artista,
Nao entretenho ninguém.
Considero-me antes um inventor,
Imaginador, criador ou fingidor
Como Fernando Pessoa diria.
Anseio pelo dia
Em que a reciprocidade
Deste amor se manifeste
Abençoada língua
Que tanto nos deste,
Por vezes injustiçada,
Escrevendo, não faço nada
Para te vingar.
Tu que me seduziste
Por entre palavras loucas
Minha amiga, te digo:
Artistas há muitos,
Obras-de-arte há muito poucas.

Meu anjo, um sentido

"O tempo perguntou ao tempo
Quanto tempo o tempo tem?
O tempo respondeu ao tempo
Que o tempo
Tem quanto tempo o tempo tem."


Mas este tempo que tarda e não passa
E como uma lança em chamas trespassa
Meu pobre coração,
Com a dor de quem espera e não alcança
O sabor da doce ilusão.
Ohhh...! Sinto-te no meu peito
Mansinha e cautelosa esperança,
Mas asas não tas darei, não.
Não mereces tal liberdade
Mesmo acreditando veemente
Na possibilidade
De uma concretização.
Quem ama, de olhos fechados caminha
Seguro por apenas uma mão
Uma voz que guia
Toda uma vida, um momento, uma emoção.


Trespassa meu coração
E aconchega tenra e ingénua alma
Sem dó, piedade ou calma,
Sem o pronunciar de um se não.
Vem, mas vem de mansinho,
Magoa mas com carinho
Este coitado,
Mas eterno escritor
D'alma e coração.

A cada palpitar
De meu frágil coração
Sinto o tempo a escassear
Pelas palmas da minha mão.
Busco, sem saber o que procuro
Numa demanda que julgo eterna
Viro e reviro
Tão madrasto destino
Que de figura paterna
Não revelou um padrão.


Permance dolorosa questão
Vagueando pela minha mente
Na dor de quem sente
Temível aberração.


Como que renascido
Um Homem sem precedentes
Procura tudo o que lhe é devido
Por todos os inocentes.
Finalmente encontrei-te
Meu anjo.
Tua entrega, pureza,
Angelicalidade e beleza
Devolveram a vida
A este pobre mortal
Que não procura nada mais
Se não um final.

A incessante espera
Deu frutos ao encontrar
Suave imagem de Deus na terra.

Agora procura tu também o teu sentido
Mesmo que o tenhas perdido,
Encontra-ló-às...
Talvez nestas ambiguas palavras
Talvez um pouco mais atrás.

Ilusão da realidade

Não quero!
Quero uma verdade inventada!
Por isso te criei
E contigo trilhei
Os caminhos da sã loucura,
Em momentos de raiva pura
Ou simples ternura
Ora amarga, ora doce
Ai, se tudo assim fosse!

Amor

Econtro-me então possuido
Por este dom que não consigo explicar
E deixo-me levar.
As palavras fluem da minha mão
Como uma suave brisa agita o mar.

Pensamentos soltos

As seguintes passagens são excertos de textos da minha autoria:

"Eu não sou um escritor. Sou apenas um jovem com uma mente curiosa que se questiona, sendo eu apenas responsável pela anotação das minhas próprias conclusões inerentes do meu ponto de vista certamente idiossincrático."

"Ao colocarmos um ponto final à nossa existência reconhecemos que não amamos ninguém, nem mesmo nós próprios."

"Acredito na existência física do Céu. Não existem provas empíricas mas ao mesmo tempo tenho esta certeza. Contraditório, sem dúvida mas tornas-se fácil chegar a esta conclusão quando desolado, verifico que já vivemos num Inferno."

"Odeio Super-Heróis. Isto pelo simples facto de a existência de um Super-Herói requerer previamente a existência de um Vilão."


"Considero-me uma letra perdida num sonho à procura da minha palavra. Encontra-la-ei e essa palavra formará uma frase e essa frase fará toda a diferença."

Gostos

Não gosto do que escrevo.
Sossega-me saber
Que um dia irei parar.

Puro

Descrevo assim
Tão surreal e tamanho sentimento
Tão grande que não coube cá dentro,
Tive de o escrever.

Utópico

Acordado, a dormir
Sonho.
Mesmo sem querer,
Utópico.

A transitoriedade

Fumo um cigarro pensativo
E penso, não pensando
Continuo sem vêr, mas olhando
Efémera existência.

Eu

Dentro de mim
Olho para fora, olho para dentro
Desolado!
Perdi o alento.

Mãe natureza

Natureza sublime,
Que me dais tanta alegria!
Harmoniosa Sinfonia
Para quem está disposto a escutar.

Igual

Sentimentos ensaiados,
Pensamentos formatados,
Seres supostamente pensantes inacabados.
Que tristeza de vida!
 
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